CURSO EXATAS SEM FRONTEIRAS


CURSO EXATAS SEM FRONTEIRAS

DIREÇÃO: PROFº SANTOS E SANTOS

1.- ACENTUAÇÃO TÔNICA E GRÁFICA:

Para você aprender a acentuar corretamente as palavras, vamos recapitular algumas coisinhas que você já estudou:

1.- Separação de sílabas:

Separamos as sílabas pela soletração: ca-dei-ra, en-xa-güei, co-o- pe-rar, gui-tar-ra, bra-ço, subs-tan-ti-vo.

2.- Ditongo:

Duas vogais que estão na mesma sílaba: ca-dei-ra.

O ditongo pode ser:

Crescente, quando é formado por uma semivogal seguida de vogal.

á-gua, in-dia.

Decrescente, quando é formado por uma vogal seguida de semivogal.

cai-xa, ca-dei-ra, foi-ce

3.- Tritongo:

Três vogais que estão na mesma sílaba: pa-ra-guai, en-xa-güei.

4.- Hiato:

Duas vogais que estão juntas na palavra, mas em sílabas separadas.

ca–a-tin-ga, ca-in-do, re-a-ção, co-o-pe-rar, ba-ú .

5.- Dígrafos:

Duas ou mais letras que estão juntas numa palavra, formando um só fonema. Divide-se em dois tipos:

a) – Inseparáveis: gui-tar-ra.

b) – Separáveis: gui-tar-ra.

2.- Tonicidade:

A sílaba tônica é a que é pronunciada com mais força. Ca-dei-ra. Ela pode estar, na palavra em três lugares: na última, na penúltima e na antepenúltima sílaba: sa-bi-á, sa-bi-a, sá-bi-a.

OXITONAS

Sa

Ja

bi

bu

á

ti

PAROXITONAS

Sa

Ca

bi

va

a

lo

PROPAROXITONAS

Ár

bi

vo

a

re

Agora, podemos estudar a respeito da acentuação gráfica:

1.- Monossílabos tônicos e palavras oxítonas: Você somente deverá acentuar as sílabas com a, e, o. Pá, pé, pó, cajá, pajé, socó.

Também se acentuam as oxítonas terminadas em em e ens: porém, parabéns.

Obs. As oxítonas terminadas com i, u, somente levarão acento se formarem um hiato. Tatuí, baú.

2.- Paroxítonas: Acentuam-se as palavras terminadas em: r, x, n, l, is, us, um, ã, ão. âmbar, tórax, hífen, dócil, lápis, bônus, álbum, órfã, bênção. As palavras oxítonas com essas terminações não levam acento.

"Dica:" Para lembrar as consoantes r, x, n, l, usa a palavra RouXiNoL.

Devem também ser acentuadas as paroxítonas terminadas em ditongo crescente. Crânio, história. sábia.

Obs. Você viu que colocamos a palavra sábia como proparoxítona e agora como paroxítona. Acontece que alguns gramáticos consideram as palavras terminadas com ditongo crescente, como as três acima, como proparoxítonas. Por isso é que elas são sempre acentuadas.

3. Proparoxítonas: Todas devem ser acentuadas. Câmara, árvore.

4.- Os ditongos abertos terminados em éu, éi, ói, serão acentuados: tabaréu, coronéis, herói.

Obs.

a) - O i e o u tônicos somente serão acentuados se formarem hiato. Saída, viúva.

b) – Mesmo sendo tônicos, o i e o u não serão acentuados se formarem sílaba com l, m, n, r, z, ou forem seguidos de nh. Raul, ruim, ainda, cair, raiz, rainha.

c) – A primeira vogal tônica dos hiatos com vogais iguais também será acentuada. Crêem, vôo.



Escrito por curso exatas às 13h31
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




CURSO EXATAS SEM FRONTEIRAS

DIREÇÃO: PROFº SANTOS E SANTOS

Dicas de Português

CHAVÕES

Frases feitas prejudicam a originalidade do texto, além de criar situações contraditórias em algumas situações.

Exemplo:

Desde os primórdios da humanidade, os meios de comunicação visam a integração das nações. (ERRADO)

Os meios de comunicação oportunizam a integração das nações. (CERTO)

CONCORDÂNCIA VERBAL

Quando o sujeito é uma oração subordinada, o verbo deve ficar na terceira pessoal do singular.

Ex.: Ainda falta | estudar alguns autores realistas.

CONCORDÂNCIA VERBAL E NOMINAL

Neste aspecto, são freqüentes as questões de substituição que solicitam ao candidato a troca de uma palavra por outra, verificando quantas mais sofreriam ajustes de concordância. Nestes casos, nunca se conta a palavra a ser substituída.

Exemplo: No período abaixo, se a palavra vestibulando fosse pluralizada, quantas outras sofreriam ajustes de concordância?

- O vestibulando inexperiente precisa manter a calma e evitar comentários sobre as provas. (4 palavras, neste exemplo)

CONJUNÇÕES

Memorizar as conjunções, em especial, as subordinativas.

O candidato deve ir para a prova sabendo, no mínimo, uma conjunção de cada tipo. Além disso, procurar estabelecer a equivalência de sentido entre elas. As conjunções adversativas, por exemplo, são semelhantes às concessivas.

Exemplos:

1) A educação é sinônimo de desenvolvimento, porém poucos recursos são destinados a essa área. (adversativa)

2) Embora a educação seja sinônimo de desenvolvimento, poucos recursos são destinados a essa área. (concessiva)

CRASE

Somente haverá crase diante da palavra distância, se ela for determinada.

Ex.:

Vi um navio à distância de 254 metros.

Vi um navio a distância.

DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO

Denotativo é o sentido próprio da palavra. O sentido conotativo ocorre quando empregamos um termo em sentido figurado.

Exemplo: - A prova de Português não é nenhum bicho de sete cabeças. (conotativo)

- A prova de Português não é difícil. (denotativo)

EMPREGO DO ARTIGO

Não se combina com preposição o artigo que faz parte do nome de revistas, jornais ou obras literárias.

Ex.: A notícia foi publicada em O Estado de São Paulo.

EMPREGO DO INFINITIVO

Usa-se o infinitivo impessoal quando ele tiver como sujeito um pronome oblíquo átono.

Ex.: Deixei-os sair (suj.).

ESTRUTURAÇÃO DOS PERÍODOS

É preciso construir períodos sem isolar a oração subordinada que deve estar sempre ligada a uma oração principal.

EXEMPLO:

Há um aumento da violência nas grandes cidades. Pois as condições de vida da maioria da população são precárias. (ERRADO)

Há um aumento da violência nas grandes cidades, pois as condições de vida da maioria da população são precárias.(CERTO)

FONÉTICA

As terminações am, em, e en formam sempre ditongos nasais decrescentes, pois as letras m e n representam semivogais.

Ex.: amam / amão / bem / bei /

NÍVEIS DE LINGUAGEM

Na dissertação, usa-se a norma culta da linguagem. Devem-se evitar, portanto, as gírias e os coloquialismos.

EXEMPLO: Eu acho que o problema do menor abandonado tem a ver com o desemprego. (ERRADO)

Acredita-se que o problema do menor abandonado está relacionado ao desemprego. (CERTO)

PARALELISMO

É necessário que haja simetria gramatical e semântica no período.

EXEMPLO: É preciso criar mais escolas e que se aumente o salário dos professores. (ERRADO)

É preciso criar mais escolas e aumentar o salário dos professores. (CERTO)

PONTUAÇÃO

Revisar os casos em que deve ser usado o "entre-vírgulas". São eles: as orações subordinadas e os adjetivos adverbiais deslocados, as orações adjetivas restritivas, o aposto e o vocativo.

Exemplos:- Durante o vestibular, é preciso fazer uma alimentação balanceada. (adjunto adverbial)

- O aluno, quando chegou na festa dos aprovados, encontrou toda a família. (oração subordinada)

REPETIÇÕES

Devem-se evitar termos repetitivos, principalmente a palavra quê.

EXEMPLO: É preciso entender que o vestibular é um momento que oferece oportunidade de crescimento aos alunos, já que marca o início de uma nova vida. (ERRADO)

O vestibular é uma situação que oportuniza o crescimento dos alunos, pois marca o início de uma nova etapa da vida. (CERTO)

Predicado

Predicado é o termo essencial da oração que constitui a parte da enunciação referente ao sujeito.

É a parte da oração que contém os verbos referentes ao sujeito. Os predicados podem se apresentar como: predicados nominais (têm um nome como núcleo de significação), predicados verbais (têm um verbo como núcleo central de significação) e predicados verbo nominais (composto por verbos e nomes como núcleos significativos).

Predicado Nominal

Predicado nominal é o predicado que apresenta um nome como núcleo significativo. Os predicados nominais são formados com a presença de um verbo de ligação mais um predicativo.

Exemplos:

Ele está só, Os dias permanecem os mesmos;

Ficamos muito bem por aqui;

Isto parece uma grande mentira.

Predicado Verbal

Predicado verbal é o predicado que apresenta um verbo como núcleo significativo. Os predicados verbais são formados com a presença de verbos transitivos e intransitivos.

Exemplos:

O escritor criou seu universo fictício;

Armando deu asas à imaginação;

Assim que o trem parou, os passageiros desceram.

Predicado Verbo Nominal

Predicado verbo nominal é o predicado que apresenta um verbo e um predicativo como núcleos de significação.

Exemplos:

Milena abriu o pacote, surpresa;

E então, o rapaz perguntou ao mestre, aflito.

Predicativo do Objeto

Predicativo do objeto é um agente modificador do objeto. Esse predicativo ocorre apenas nos predicados verbo nominais.

Exemplos: Os incidentes constantes o tornaram insensível ;

Encontraram a criança fatigada e triste.



Escrito por curso exatas às 13h06
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




RESUMO - MATEMÁTICA FINANCEIRA

 

1. NOÇÕES BÁSICAS

 

Conceito: a Matemática Financeira tem por objetivo estudar as diversas formas de evolução do valor do dinheiro no tempo, bem como as formas de análise e comparação de alternativas para aplicação / obtenção de recursos financeiros.

 

Capital è é qualquer valor expresso em moeda (dinheiro ou bens comercializáveis) disponível em determinada época. Referido montante de dinheiro também é denominado de capital inicial ou principal.

 

Juros è é o aluguel que deve ser pago ou recebido pela utilização de um valor em dinheiro durante um certo tempo; é o rendimento em dinheiro, proporcionado pela utilização de uma quantia monetária, por um certo período de tempo.

 

Taxa de Juros è é um coeficiente que corresponde à razão entre os juros pagos ou recebidos no fim de um determinado período de tempo e o capital inicialmente empatado.

Ex.:

Capital Inicial : $ 100

Juros : $ 150 - $ 100 = $ 50

Taxa de Juros: $ 50 / $ 100 = 0,5 ou 50 % ao período

  • a taxa de juros sempre se refere a uma unidade de tempo (dia, mês, ano, etc) e pode ser apresentada na forma percentual ou unitária.

Taxa de Juros unitária: a taxa de juros expressa na forma unitária é quase que exclusivamente utilizada na aplicação de fórmulas de resolução de problemas de Matemática Financeira; para conseguirmos a taxa unitária ( 0.05 ) a partir da taxa percentual ( 5 % ), basta dividirmos a taxa percentual por 100:

5 % / 100 = 0.05

 

Montante è denominamos Montante ou Capital Final de um financiamento (ou aplicação financeira) a soma do Capital inicialmente emprestado (ou aplicado) com os juros pagos (ou recebidos).

Capital Inicial = $ 100

+ Juros = $ 50

= Montante = $ 150

Regimes de Capitalização è quando um capital é emprestado ou investido a uma certa taxa por período ou diversos períodos de tempo, o montante pode ser calculado de acordo com 2 regimes básicos de capitalização de juros:

  • capitalização simples;
  • capitalização composta;

 

Capitalização Simples è somente o capital inicial rende juros, ou seja, os juros são devidos ou calculados exclusivamente sobre o principal ao longo dos períodos de capitalização a que se refere a taxa de juros

 

Capitalização Composta è os juros produzidos ao final de um período são somados ao montante do início do período seguinte e essa soma passa a render juros no período seguinte e assim sucessivamente.

  • comparando-se os 2 regimes de capitalização, podemos ver que para o primeiro período considerado, o montante e os juros são iguais, tanto para o regime de capitalização simples quanto para o regime de capitalização composto;

  • salvo aviso em contrário, os juros devidos no fim de cada período (juros postecipados) a que se refere a taxa de juros.

  • No regime de capitalização simples, o montante evolui como uma progressão aritmética, ou seja, linearmente, enquanto que no regime de capitalização composta o montante evolui como uma progressão geométrica, ou seja, exponencialmente.

Fluxo de Caixa è o fluxo de caixa de uma empresa, de uma aplicação financeira ou de um empréstimo consiste no conjunto de entradas (recebimentos) e saídas (pagamentos) de dinheiro ao longo de um determinado período.



Escrito por curso exatas às 13h03
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




CURSO EXATAS SEM FRONTEIRAS

DIREÇÃO: PROFº SANTOS E SANTOS

  1. Impessoalidade
  2. Todo o trabalho redacional deve ter caráter impessoal. Para tanto, deve-se escrever em terceira pessoa, evitando referências pessoais, como " meu trabalho", "meus estudos". Em tais casos, utilizam-se expressões como "o presente trabalho", "o presente estudo".

    É comum usar-se ainda a primeira pessoa do plural: "chegamos à conclusão...", "julgamos...". Evite-se ainda o uso de "a gente" e de "você " no texto.

  3. Objetividade
  4. Grande número de expressões e vocábulos dão margem a interpretações subjetivas, comprometendo o valor do trabalho. Em vez de escrever que a sala era grande e espaçosa, por exemplo, deve-se dizer: " a sala media 12 m de comprimento por 8m de largura".

    A linguagem deve, portanto, ser objetiva, precisa e isenta de qualquer ambigüidade.

  5. A função informativa
  6. A linguagem enquanto instrumento de comunicação, pode desempenhar funções distintas, convém indicar aqui pelo menos as principais, a fim de que se tenha presente a função característica da linguagem científica. Enquanto a linguagem literária tem função expressiva, adequada à comunicação de emoções, tendo em vista objetivos estéticos, a linguagem científica e a tecnológica são essencialmente informativas, visando à transmissão de conhecimentos, é técnica, de ordem cognoscitiva e racional, firmada em dados concretos, a partir dos quais analisa e sintetiza, argumenta e conclui. Enquanto a primeira deve impressionar, agradando pela elegância e evocação de valores estéticos, a segunda deve esclarecer pela força dos argumentos.

  7. A clareza, característica primordial
  8. Toda e qualquer questão deve, portanto, ser enunciada com absoluta clareza e precisão, já que deve-se buscar o máximo de inteligibilidade. As palavras são o revestimento das idéias. Para haver clareza de expressão é preciso haver clareza de idéias, pois esta é condição primeira e indispensável de uma boa redação científica. Devem ser evitadas, por exemplo, palavras inespecíficas, nominalizações, adjetivos e advérbios.

  9. A simplicidade
  10. A simplicidade no escrever é sinal de clareza de pensamento. Deve-se escrever de modo direto, sóbrio, sem uso de jargão, livre de outros enfeites que só fazem distrair. É muito comum encontrar textos escritos quase que totalmente na ordem inversa, tornando complexos a leitura e o processamento das informações. Para evitar isso, é importante certificar-se sempre: o sujeito, o verbo e seu complemento aparecem nesta ordem na frase? Além disso, evitem-se períodos longos, com inúmeras orações intercaladas, pois tornam a leitura pesada: não se diga tudo num único período. Pelo contrário, multipliquem-se as frases. Isso facilita e torna o estilo mais ágil. O parágrafo pode até ser longo (10/15 linhas, por exemplo) mas deve ser constituído de períodos menores. Assim, teremos dois ou três pontos finais no meio dele, sem mudar, porém de linha. Deve-se fazer todo esforço para que o texto seja simples. E essa não é tarefa fácil.

  11. O uso do vocabulário comum
  12. É importante que se escolham os termos mais adequados às idéias que se quer exprimir e determinar sua significação exata. O redator deve conhecer em primeiro lugar a significação exata do termo empregado. Enquanto para o botânico, por exemplo, o termo rosa designa a flor da roseira, planta da família das rosáceas, o poeta poderá utilizar o mesmo termo para designar mulher bonita. Embora o vocabulário deva ser simples, evitem-se as expressões coloquiais e as figuradas.

  13. A correção gramatical

Por fim, não se pode descuidar das normas gramaticais. As regras de acentuação, pontuação, crase, concordância, especialmente, precisam ser respeitadas. Do contrário, passam uma imagem de desleixo do autor ou de incompetência. Esse é um verdadeiro requisito para que autor e texto sejam respeitados.

TÉCNICAS ESPECIAIS

  1. A estrutura do parágrafo
  2. O parágrafo, segundo Othon Moacir Garcia, é a unidade de composição em que se desenvolve determinada idéia central ( tópico frasal), a que se agregam outras, secundárias, intimamente relacionadas a ela pelo sentido e logicamente decorrentes dela. Assim, tem-se, sempre, na estrutura clássica do parágrafo, uma introdução (o tópico frasal), em que há uma síntese, um desenvolvimento, em que se apresentam os detalhes do que foi introduzido (uma análise) e por fim uma conclusão. Esta última pode ficar implícita.

    A redação de tópicos frasais orienta a leitura, facilitando a compreensão do leitor enquanto auxilia o autor na contrução textual, pois permite que se tenha um plano de idéias antes de desenvolvê-las.

  3. A coesão textual
  4. É importante, ao construir textos, estabelecer relação entre os termos que formam as orações, entre as orações que formam os períodos, entre os períodos que formam os parágrafos e, por fim, entre os parágrafos que formam o texto. Essa relação, denominada coesão, se dá através do uso dos recursos coesivos ou conectivos, auxiliando a leitura, pois torna os textos mais claros .

    Os principais mecanismos coesivos são a coesão referencial e a coesão seqüencial. A primeira dá conta da manutenção da referência, permitindo a retomada do que já foi dito sem precisar repetir palavras e expressões, enquanto simultaneamente se constroem os significados pertinentes ao assunto. Já a segunda permite que o texto progrida, garantindo que não haja oposição frontal entre idéias. A ausência de elementos coesivos deixa lacunas no texto que possibilitam diferentes interpretações. Embora na literatura isso seja uma qualidade textual, no texto científico, isso é um defeito a ser evitado.

  5. A coerência textual
  6. A coerência pode ser definida como a totalidade de sentido que o texto representa. Depreende-se a coerência textual através da construção e organização dos elementos que compõem o texto e de sua adequação a uma situação externa a que ele se vincula. Para ser coerente, é necessário que cada parte esteja em harmonia com o restante do que foi escrito. Assim, por exemplo, não se pode chegar a conclusões que não se relacionam com o que se discutiu anteriormente.

  7. Unidade textual

O principal atributo de um texto — para ele ser considerado como tal — é a unidade, que se define , em princípio, pela sua completude. Um texto tem unidade, quando suas diversas partes se juntam e se articulam formando um todo único, que pode ser identificado em sua totalidade e em suas partes.

A ausência de qualquer uma das partes constitutivas do texto pode comprometer o sentido de sua mensagem.



Escrito por curso exatas às 13h02
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Pronomes Oblíquos Átonos

Os pronomes oblíquos átonos são me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, os as, lhes. Eles podem exercer diversas funções sintáticas nas orações. São elas:

A) Objeto Direto

Os pronomes que funcionam como objeto direto são me, te, se, o, a, nos, vos, os, as. Ex.

• Quando encontrar seu material, traga-o até mim.

• Respeite-me, garoto.

• Levar-te-ei a São Paulo amanhã.

Notas:

01) Se o verbo for terminado em M, ÃO ou ÕE, os pronomes o, a, os, as se transformarão em no, na, nos, nas. Ex.

• Quando encontrarem o material, tragam-no até mim.

• Os sapatos, põe-nos fora, para aliviar a dor.

02) Se o verbo terminar em R, S ou Z, essas terminações serão retiradas, e os pronomes o, a, os, as mudarão para lo, la, los, las. Ex.

• Quando encontrarem as apostilas, deverão trazê-las até mim.

• As apostilas, tu perde-las toda semana. (Pronuncia-se pérde-las)

• As garotas ingênuas, o conquistador sedu-las com facilidade.

03) Independentemente da predicação verbal, se o verbo terminar em mos, seguido de nos ou de vos, retira-se a terminação -s. Ex.

• Encontramo-nos ontem à noite.

• Recolhemo-nos cedo todos os dias.

04) Se o verbo for transitivo indireto terminado em s, seguido de lhe, lhes, não se retira a terminação s. Ex.

• Obedecemos-lhe cegamente.

• Tu obedeces-lhe?

B) Objeto Indireto

Os pronomes que funcionam como objeto indireto são me, te, se, lhe, nos, vos, lhes. Ex.

• Traga-me as apostilas, quando as encontrar.

• Obedecemos-lhe cegamente.

C) Adjunto adnominal

Os pronomes que funcionam como adjunto adnominal são me, te, lhe, nos, vos, lhes, quando indicarem posse (algo de alguém). Ex.

• Quando Clodoaldo morreu, Soraia recebeu-lhe a herança. (a herança dele)

• Roubaram-me os documentos. (os documentos de alguém - meus)

D) Complemento nominal

Os pronomes que funcionam como complemento nominal são me, te, lhe, nos, vos, lhes, quando complementarem o sentido de adjetivos, advérbios ou substantivos abstratos. (algo a alguém, não provindo a preposição a de um verbo). Ex.

• Tenha-me respeito. (respeito a alguém)

• É-me difícil suportar tanta dor. (difícil a alguém)

D) Sujeito acusativo

Os pronomes que funcionam como sujeito acusativo são me, te, se, o, a, nos, vos, os, as, quando estiverem em um período composto formado pelos verbos fazer, mandar, ver, deixar, sentir ou ouvir, e um verbo no infinitivo ou no gerúndio. Ex.

• Deixei-a entrar atrasada.

• Mandaram-me conversar com o diretor.



Escrito por curso exatas às 13h17
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




CURSO EXATAS SEM FRONTEIRAS

DIREÇÃO: PROFº SANTOS E SANTOS

Pronomes

Pronome é a palavra variável em gênero, número e pessoa que substitui ou acompanha o nome,

indicando-o como pessoa do discurso. Quando o pronome substituir um substantivo, será denominado

pronome substantivo; quando acompanhar um substantivo, será denominado pronome adjetivo. Por exemplo, na frase Aqueles garotos estudam bastante; eles serão aprovados com louvor. Aqueles é um

pronome adjetivo, pois acompanha o substantivo garotos e eles é um pronome substantivo, pois substitui o mesmo substantivo.

Pronomes Pessoais

Os pronomes pessoais são aqueles que indicam uma das três pessoas do discurso: a que fala, a com quem se fala e a de quem se fala.

Pronomes pessoais do caso reto

Pronomes pessoais do caso reto são os que desempenham a função sintática de sujeito da oração. São os pronomes eu, tu, ele, ela, nós, vós eles, elas.

Pronomes pessoais do caso oblíquo

São os que desempenham a função sintática de complemento verbal (objeto direto ou indireto), complemento nominal, agente da passiva, adjunto adverbial, adjunto adnominal ou sujeito acusativo (sujeito de oração reduzida). Os pronomes pessoais do caso oblíquo se subdividem em dois tipos: os átonos, que não são antecedidos por preposição, e os tônicos, precedidos por preposição.

Pronomes oblíquos átonos

Os pronomes oblíquos átonos são os seguintes: me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, os, as, lhes.

Pronomes oblíquos tônicos

Os pronomes oblíquos tônicos são os seguintes: mim, comigo, ti, contigo, ele, ela, si, consigo, nós,

conosco, vós, convosco, eles, elas.

Usos dos Pronomes Pessoais

Eu, tu / Mim, ti

Eu e tu exercem a função sintática de sujeito. Mim e ti exercem a função sintática de complemento verbal ou nominal, agente da passiva ou adjunto adverbial e sempre são precedidos de preposição. Ex.

• Trouxeram aquela encomenda para mim.

• Era para eu conversar com o diretor, mas não houve condições.

Agora, observe a oração Sei que não será fácil para mim conseguir o empréstimo. O pronome mim NÃO é sujeito do verbo conseguir, como à primeira vista possa parecer. Analisando mais detalhadamente, teremos o seguinte:

O sujeito do verbo ser é a oração conseguir o empréstimo, pois que não será fácil? resposta: conseguir o empréstimo, portanto há uma oração subordinada substantiva subjetiva reduzida de infinitivo, que é a oração que funciona como sujeito, tendo o verbo no infinitivo.

O verbo ser é verbo de ligação, portanto fácil é predicativo do sujeito.

O adjetivo fácil exige um complemento, pois conseguir o empréstimo não será fácil para quem? resposta: para mim, que funciona como complemento nominal. Ademais a ordem direta da oração é esta: Conseguir o empréstimo não será fácil para mim.

Se, si, consigo

Se, si, consigo são pronomes reflexivos ou recíprocos, portanto só poderão ser usados na voz reflexiva ou na voz reflexiva recíproca. Ex.

• Quem não se cuida, acaba ficando doente.

• Quem só pensa em si, acaba ficando sozinho.

• Gilberto trouxe consigo os três irmãos.

Com nós, com vós / Conosco, convosco

Usa-se com nós ou com vós, quando, à frente, surgir qualquer palavra que indique quem "somos nós" ou quem "sois vós". Ex.

• Ele conversou com nós todos a respeito de seus problemas.

• Ele disse que sairia com nós dois.

Dele, do + subst. / De ele, de o + subst.

Quando os pronomes pessoais ele(s), ela(s), ou qualquer substantivo, funcionarem como sujeito, não devem ser aglutinados com a preposição de. Ex.

• É chegada a hora de ele assumir a responsabilidade.

• No momento de o orador discursar, faltou-lhe a palavra.



Escrito por curso exatas às 13h16
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Verbos Intransitivos

São os verbos que não necessitam de complementação. Sozinhos, indicam a ação ou o fato.

Assistir será intransitivo, quando significar morar.

Assisto em Londrina desde que nasci.

Custar será intransitivo, quando significar ter preço.

Estes sapatos custaram R$50,00.

Proceder será intransitivo, quando significar ter fundamento.

Suas palavras não procedem!

Morar, residir e situar-se sempre são intransitivos.

Moro em Salvador; resido no Uruguai; minha casa situa-se na rua Silvino Pereira.

Deitar-se e levantar-se são sempre intransitivos.

Deito-me às 22h e levanto-me às 6h.

Ir, vir, voltar, chegar, cair, comparecer e dirigir-se são intransitivos. Aparentemente eles têm complemento, pois Quem vai, vai a algum lugar. Porém a indicação de lugar é circunstância, e não

complementação. Classificamos como Adjunto Adverbial de Lugar. Alguns gramáticos classificam como Complemento Circunstancial de Lugar.

Esses verbos exigem a prep. a, na indicação de destino, e de, na indicação de procedência.

Só se usa a prep. em, na indicação de meio, instrumento.

Cheguei de Curitiba há meia hora.

Vou a São Paulo no avião das 8h.

Quando houver, na oração, um verbo intransitivo, com a prep. a, seguido de um substantivo feminino, que exija o artigo a, ocorrerá o fenômeno denominado crase, que deve ser caracterizado pelo acento grave (à ou às).

Vou à Bahia.

Verbos de regência oscilante

VTD ou VTI, com a prep. a:

Assistir pode ser VTD ou VTI, com a prep. a, quando significar ajudar, prestar assistência.

Minha família sempre assistiu o Lar dos Velhinhos.

Minha família sempre assistiu ao Lar dos Velhinhos.

Chamar pode ser VTD ou VTI, com a prep. a, quando significar dar qualidade. A qualidade pode

vir precedida da prep. de, ou não.

Chamaram-no irresponsável. Chamaram-no de irresponsável.

Chamaram-lhe irresponsável.

Chamaram-lhe de irresponsável.

Atender pode ser VTD ou VTI, com a prep. a.

Atenderam o meu pedido prontamente.

Atenderam ao meu pedido prontamente.

Anteceder pode ser VTD ou VTI, com a prep. a.

A velhice antecede a morte.

A velhice antecede à morte.

Presidir pode ser VTD ou VTI, com a prep. a.

Presidir o país.

Presidir ao país.

Renunciar pode ser VTD ou VTI, com a prep. a.

Nunca renuncie seus sonhos.

Nunca renuncie a seus sonhos.

Satisfazer pode ser VTD ou VTI, com a prep. a.

Não satisfaça todos os seus desejos.

Não satisfaça a todos os seus desejos.

VTD ou VTI, com a prep. de:

Precisar e necessitar podem ser VTD ou VTI, com a prep. de.

Precisamos pessoas honestas.

Precisamos de pessoas honestas.

Abdicar pode ser VTD ou VTI, com a prep. de, e também VI.

O Imperador abdicou o trono.

O Imperador abdicou do trono.

O Imperador abdicou.

Gozar pode ser VTD ou VTI, com a prep. de.

Ele não goza sua melhor forma física.

Ele não goza de sua melhor forma física.

VTD ou VTI, com a prep. em:

Acreditar e crer podem ser VTD ou VTI, com a prep. em.

Nunca cri pessoas que falam muito de si próprias.

Nunca cri em pessoas que falam muito de si próprias.

Atentar pode ser VTD ou VTI, com a prep. em, ou com as prep. para e por.

Em suas redações atente a ortografia.

Deram-se bem os que atentaram nisso.

Não atentes para os elementos supérfluos.

Atente por si, enquanto é tempo.

Cogitar pode ser VTD ou VTI, com a prep. em, ou com a prep. de.

Começou a cogitar uma viagem pelo litoral brasileiro.

Hei de cogitar no caso.

O diretor cogitou de demitir-se.

Consentir pode se VTD ou VTI, com a prep. em.

Como o pai desse garoto consente tantos agravos?

Consentimos em que saíssem mais cedo.

VTD ou VTI, com a prep. por:

Ansiar pode ser VTD ou VTI, com a prep. por.

Ansiamos dias melhores.

Ansiamos por dias melhores.

Almejar pode ser VTD ou VTI, com a prep. por, ou VTDI, com a prep. a.

Almejamos dias melhores.

Almejamos por dias melhores.

Almejamos dias melhores ao nosso país.

VI ou VTI, com a prep. a:

Faltar, Bastar e Restar podem ser VI ou VTI, com a prep. a.

Muitos alunos faltaram hoje.

Três homens faltaram ao trabalho hoje. Resta aos vestibulandos estudar bastante.

Na última frase apresentada não há erro algum, como à primeira vista possa parecer. A tendência é de o aluno concordar o verbo estudar com a palavra vestibulando, construindo a oração assim: Resta os vestibulandos estudarem. Porém essa construção está totalmente errada, pois o verbo é transitivo indireto, portanto resta a alguém. Então vestibulandos funciona como objeto indireto e não como sujeito. Nenhum verbo concorda com o objeto indireto.

Quando houver, na oração, um verbo transitivo indireto, com a prep. a, seguido de um substantivo

feminino, que exija o artigo a, ocorrerá o fenômeno denominado crase, que deve ser caracterizado pelo acento grave (à ou às).

Assisti à peça das meninas do terceiro colegial.

VI ou VTD

Pisar pode ser VI ou VTD. Quando for VI, admitirá a prep. em, iniciando Adjunto Adverbial de Lugar.

Pisei a grama para poder entrar em casa.

Não pise no tapete, menino!

 



Escrito por curso exatas às 13h14
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Verbos Transitivos Indiretos, com a prep. a:

Aspirar será VTI, com a prep. a, quando significar almejar, objetivar..

Aspiramos a uma vaga naquela universidade.

Visar será VTI, com a prep. a, quando significar almejar, objetivar.

Sempre visei a uma vida melhor.

Agradar será VTI, com a prep. a, quando significar ser agradável; satisfazer.

Para agradar ao pai, estudou com afinco o ano todo.

Querer será VTI, com a prep. a, quando significar estimar.

Quero aos meus amigos, como aos meus irmãos.

Assistir será VTI, com a prep. a, quando significar ver ou ter direito.

Gosto de assistir aos jogos do Santos.

Assiste ao trabalhador o descanso semanal remunerado.

Custar será VTI, com a prep. a, quando significar ser difícil. Nesse caso o verbo custar terá como

sujeito aquilo que é difícil, nunca a pessoa, que será objeto indireto.

Custou-me acreditar em Hipocárpio. e não Eu custei a acreditar...

Proceder será VTI, com a prep. a, quando significar dar início.

Os fiscais procederam à prova com atraso.

Obedecer e desobedecer são sempre VTI, com a prep. a.

Obedeço a todas as regras da empresa.

Revidar é sempre VTI, com a prep. a.

Ele revidou ao ataque instintivamente.

Responder será VTI, com a prep. a, quando possuir apenas um complemento.

Respondi ao bilhete imediatamente.

Respondeu ao professor com desdém.

Caso tenha dois complementos, será VTDI, com a prep. a.

Alguns verbos transitivos indiretos, com a prep. a, não admitem a utilização do complemento lhe.

No lugar, deveremos colocar a ele, a ela, a eles, a elas. Dentre eles, destacam-se os seguintes:

Aspirar, visar, assistir(ver), aludir, referir-se, anuir.

Quando houver, na oração, um verbo transitivo indireto, com a prep. a, seguido de um substantivo

feminino, que exija o artigo a, ocorrerá o fenômeno denominado crase, que deve ser caracterizado pelo

acento grave (à ou às).

Assisti à peça das meninas do terceiro colegial.

Verbos Transitivos Indiretos, com a prep. com:

Simpatizar e Antipatizar sempre são VTI, com a prep. com. Não são verbos pronominais, portanto

não existe o verbo simpatizar-se, nem antipatizar- se.

Sempre simpatizei com Eleodora, mas antipatizo com o irmão dela.

Implicar = será VTI, com a prep. com, quando significar antipatizar.

Não sei por que o professor implica comigo.

Verbos Transitivos Indiretos, com a prep. de:

Esquecer-se e lembrar-se serão VTI, com a prep. de, quando forem pronominais, ou seja, somente quando forem usados com pronome, poderão ser usados com a prep. de.

Esqueci-me de que havíamos combinado sair.

Ela não se lembrou do meu nome.

Proceder será VTI, com a prep. de, quando significar derivar-se, originar-se.

Esse mau-humor de Pedro procede da educação que recebeu.

Verbos Transitivos Indiretos, com a prep. em:

Consistir é sempre VTI, com a prep. em. Esse verbo significa cifrar-se, resumir-se ou estar firmado, ter por base, ser constituído por.

O plano consiste em criar uma secretaria especial.

Sobressair é sempre VTI, com a prep. em. Não é verbo pronominal, portanto não existe o verbo sobressair-se.

Quando estava no colegial, sobressaía em todas as matérias.

Verbos Transitivos Indiretos, com a prep. por:

Torcer é VTI, com a prep. por. Pode ser também verbo intransitivo. Somente neste caso, usa-se

com a prep. para, que dará início a Oração Subordinada Adverbial de Finalidade. Para ficar mais fácil, memorize assim: Torcer por + substantivo ou pronome. Torcer para + oração (com verbo).

Estamos torcendo por você.

Estamos torcendo para você conseguir seu intento.

Chamar será VTI, com a prep. por, quando significar invocar.

Chamei por você insistentemente, mas não me ouviu.

Verbos Transitivos Diretos e Indiretos

São os verbos que possuem os dois complementos - objeto direto e objeto indireto.

Chamar será VTDI, com a prep. a, quando significar repreender.

Chamei o menino à atenção, pois estava conversando durante a aula. Chamei-o à atenção.

Obs.: A expressão Chamar a atenção de alguém não significa repreender, e sim fazer se notado. Por exemplo: O cartaz chamava a atenção de todos que por ali passavam.

Implicar será VTDI, com a prep. em, quando significar envolver alguém.

Implicaram o advogado em negócios ilícitos.

Custar será VTDI, com a prep. a, quando significar causar trabalho, transtorno.

Sua irresponsabilidade custou sofrimento a toda a família.

Agradecer, Pagar e Perdoar são VTDI, com a prep. a. O objeto direto sempre será a coisa, e o

objeto indireto, a pessoa.

Agradeci a ela o convite.

Paguei a conta ao Banco.

Perdôo os erros ao amigo.

Pedir é VTDI, com a prep. a. Sempre deve ser construído com a expressão Quem pede, pede algo

a alguém. Portanto é errado dizer Pedir para que alguém faça algo.

Pedimos a todos que tragam os livros.

Preferir é sempre VTDI, com a prep. a. Com esse verbo, não se deve usar mais, muito mais, mil

vezes, nem que ou do que.

Prefiro estar só a ficar mal-acompanhado.

Avisar, advertir, certificar, cientificar, comunicar, informar, lembrar, noticiar, notificar, prevenir são VTDI, admitindo duas construções: Quem informa, informa algo a alguém ou Quem informa, informa alguém de algo.

Advertimos aos usuários que não nos responsabilizamos por furtos ou roubos.

Advertimos os usuários de que não nos responsabilizamos por furtos ou roubos.

Quando houver, na oração, um verbo transitivo direto e indireto, com a prep. a, seguido de um

substantivo feminino, que exija o artigo a, ocorrerá o fenômeno denominado crase, que deve ser caracterizado pelo acento grave (à ou às).

Advertimos às alunas que não poderiam usar a sala fora do horário de aula.



Escrito por curso exatas às 13h13
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




CURSO EXATAS SEM FRONTEIRAS

DIREÇÃO: PROFº SANTOS E SANTOS

AULA DE REGÊNCIA NOMINAL E VERBAL

 

 

Regência nominal

A regência nominal estuda os casos em que um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) exige um outro termo que lhe complete o sentido. Normalmente, o complemento de um nome vem iniciando por uma preposição.

O fato de um nome ou um verbo exigir determinada preposição ou não exigir prende-se ao uso que os falantes do idioma vão fazendo da língua. Assim, com o passar do tempo, determinadas formas vão sendo incorporadas pela língua culta, isto é, pela língua gramaticalmente correta enquanto outras formas consideradas incorretas vão sendo rejeitadas, embora continuem, em sua maioria, a ser aceitas pela língua popular usadas por ela.

No que se refere à regência nominal, quase não há diferença de usos, se compararmos a língua popular. Por esse motivo - e também pelo fato de ser um assunto pouco exigido nos exames vestibulares - vamos oferecer a você apenas uma pequena lista onde estão relacionados alguns nomes e as preposições que ele exigem.

alheio A , DE hostil A, PARA, apto A, PARA imune A, contente COM, DE , POR impossível DE, cruel COM, PARA inútil A, PARA, dedicado A junto A, DE fácil DE, PARA propenso A, PARA

Regência Verbal

A regência estuda a relação existente entre os termos de uma oração ou entre as orações de um

período. A regência verbal estuda a relação de dependência que se estabelece entre os verbos e seus complementos. Na realidade o que estudamos na regência verbal é se o verbo é transitivo direto, transitivo indireto, transitivo direto e indireto ou intransitivo e qual a preposição relacionada com ele.

Vamos, então, aos verbos.

Verbos Transitivos Diretos

São verbos que indicam que o sujeito pratica a ação, sofrida por outro elemento, denominado objeto direto. Por essa razão, uma das maneiras mais fáceis de se analisar se um verbo é transitivo direto é passar a oração para a voz passiva, pois somente verbo transitivo direto admite tal transformação, além de obedecer, pagar e perdoar, que, mesmo não sendo VTD, admitem a passiva.

O objeto direto pode ser representado por um substantivo ou palavra substantivada, uma oração

(oração subordinada substantiva objetiva direta) ou por um pronome oblíquo.

Os pronomes oblíquos átonos que funcionam como objeto direto são os seguintes: me, te, se, o, a, nos, vos, os, as.

Os pronomes oblíquos tônicos que funcionam como objeto direto são os seguintes: mim, ti, si, ele, ela, nós, vós, eles, elas. Como são pronomes oblíquos tônicos, só são usados com preposição, por isso se classificam como objeto direto preposicionado.

Vamos à lista, então, dos mais importantes

verbos transitivos diretos: Há verbos que surgirão em mais de uma lista, pois têm mais de um significado e mais de uma regência.

Aspirar será VTD, quando significar sorver, absorver.

Como é bom aspirar a brisa da tarde.

Visar será VTD, quando significar mirar ou dar visto.

O atirador visou o alvo, mas errou o tiro.

O gerente visou o cheque do cliente.

Agradar será VTD, quando significar acariciar ou contentar.

O Gilson ficou agarrando a menina por horas.

Para agradar o pai, ficou em casa naquele dia

Querer será VTD, quando significar desejar, ter a intenção ou vontade de, tencionar..

Sempre quis seu bem.

Quero que me digam quem é o culpado.

Chamar será VTD, quando significar convocar.

Chamei todos os sócios, para participarem da reunião.

Implicar será VTD, quando significar fazer supor, dar a entender; produzir como conseqüência, acarretar.

Os precedentes daquele juiz implicam grande honestidade.

Suas palavras implicam denúncia contra o deputado.

Desfrutar e Usufruir são VTD sempre.

Desfrutei os bens deixados por meu pai.

Pagam o preço do progresso aqueles que menos o desfrutam. (e não desfrutam dele, como foi escrito no tema da redação da UEL em julho de 1996)

Namorar é sempre VTD. Só se usa a preposição com, para iniciar Adjunto Adverbial de Companhia. Esse verbo possui os significados de inspirar amor a, galantear, cortejar, apaixonar, seduzir, atrair, olhar com insistência e cobiça, cobiçar.

Joanilda namorava o filho do delegado.

O mendigo namorava a torta que estava sobre a mesa.

Eu estava namorando este cargo há anos.

Compartilhar é sempre VTD.

Berenice compartilhou o meu sofrimento.

Esquecer e Lembrar serão VTD, quando não forem pronominais, ou seja, caso não sejam usados

com pronome, não serão usados também com preposição.

Esqueci que havíamos combinado sair.

Ela não lembrou o meu nome.

Verbos Transitivos Indiretos

São verbos que se ligam ao complemento por meio de uma preposição. O complemento é denominado objeto indireto.

O objeto indireto pode ser representado por um substantivo, ou palavra substantivada, uma oração

(oração subordinada substantiva objetiva indireta) ou por um pronome oblíquo.

Os pronomes oblíquos átonos que funcionam como objeto indireto são os seguintes: me, te, se, lhe, nos, vos, lhes.

Os pronomes oblíquos tônicos que funcionam como objeto indireto são os seguintes: mim, ti, si, ele, ela, nós, vós, eles, elas.

Vamos à lista, então, dos mais importantes verbos

transitivos indiretos: Há verbos que surgirão em mais de uma lista, pois têm mais de um significado e mais de uma regência.



Escrito por curso exatas às 13h11
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Funções Químicas

Por Profº Santos e Santos

É um grupamento de substancias compostas que apresentam propriedades químicas semelhantes.

Tipos de funções:

Oxidos: são compostos binários com oxigênio na ponta direita da fórmula ( como elemento mais eletronegativo).

Ex: CO2, H2O, N2O5, CO

Ácidos: São compostos com hidrogênio na ponta esquerda da fórmula ( como elemento menos eletronegativo). OBS: quando o ácido é oxigenado o número mínimo de elementos no composto será 3.

Ex: H2SO4, HClO3, HNO3, H3PO4

Bases: são compostos que apresentam OH- (hidroxila) na ponta direita da fórmula.

Ex: NaOH, Ca(OH)2

Sais: são compostos que apresentam um metal ou NH4+ (amônia) na ponta esquerda da fórmula e um ametal diferente de Oxigênio ou um grupo de ametais na ponta direita. Podem Ter H+ ou OH- (hidroxila) no meio.

Ex: CaOHCl, CaCl2, NaHCO3

Hidretos: são substancias compostas binárias com hidrogênio na ponta direita.

Ex: NH3

Estudo dos Óxidos

Óxido = XaOb

 

Classificação:

1- Ox. Básicos 2- Ox. Ácidos

3- Ox. Anfoteros 4- Ox. Neutros

5- Ox. Salinos, Duplos ou Mistos

Se X for um metal :

Calcula-se o nox de X

  • Se o nox de X for +1 ou +2 então o óxido será Básico. Exceto se for ZnO, SnO, PbO, BrO, sendo esses Ox. Anfóteros.
  • Se o nox de X for +3 ou +4 então o oxido será Anfotero.
  • Se o nox de X for +5, +6 ou +7 então o óxido será Ácido.
  • Se o nox for +8/3 o óxido será Salino. Este nox aparece com a estrutura X3O4.

Se X for um semi-metal:

Calcula-se o nox de X

  • Se o nox de X for igual ao número do grupo o óxido será Ácido. nox = No do grupo
  • Se o nox de X for diferente do número do grupo o óxido será Anfótero. Com exceção do As2O3. Nox = No do grupo

Se X for ametal:

Não calcula-se o nox

  • NO, N2O, CO são óxidos Neutros
  • N2O4 ( NO2) é um óxido Duplo
  • Os demais são óxidos Ácidos

 



Escrito por curso exatas às 19h29
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




PRODUTOS NOTÁVEIS

Por Profº Santos e Santos

É muito comum nas expressões algébrica o aparecimento de certos produtos. Para simplificar o trabalho nos cálculos será muito útil a aplicação dos produtos notáveis. Veja a tabela abaixo:

Produtos notáveis

Exemplos

(a+b)2 = a2+2ab+b2

(x+3)2 = x2+6x+9

(a-b)2 = a2-2ab+b2

(x-3)2 = x2-6x+9

(a+b)(a-b) = a2-b2

(x+3)(x-3) = x2-9

(x+a)(x+b) = x2+(a+b)x+ab

(x+2)(x+3) = x2+5x+6

(a+b)3 = a3+3a2b+3ab2+b3

(x+2)3 = x3+6x2+12x+8

(a-b)3 = a3-3a2b+3ab2-b3

(x-2)3 = x3-6x2+12x-8

(a+b)(a2-ab+b2) = a3+b3

(x+2)(x2-2x+4) = x3+8

(a-b)(a2+ab+b2) = a3-b3

(x-2)(x2+2x+4) = x3-8

 

ALGUNS EXERCÍCIOS RESOLVIDOS:

  1. Desenvolva:

  1. (3x+y)2
  2. (3x+y)2 = (3x)2+2.3x.y+y2 = 9x2+6xy+y2

  3. ((1/2)+x2)2
  4. ((1/2)+x2)2 = (1/2)2+2.(1/2).x2+(x2)2 = (1/4) +x2+x4

  5. ((2x/3)+4y3)2
  6. ((2x/3)+4y3)2 = (2x/3)2-2.(2x/3).4y3+(4y3)2= (4/9)x2-(16/3)xy3+16y6

  7. (2x+3y)3
  8. (2x+3y)3 = (2x)3+3.(2x)2.3y+3.2x.(3y)2+(3y)3 = 8x3+36x2y+54xy2+27y3

  9. (x4+(1/x2))3

(x4+(1/x2))3 = (x4)3+3.(x4)2.(1/x2)+3.x4.(1/x2)2+(1/x2)3 = x12+3x6+3+(1/x6)

f) ((2x/3)+(4y/5)).((2x/3)-(4y/5))

((2x/3)+(4y/5)).((2x/3)-(4y/5)) = (2x/3)2-(4y/5)2 = (4/9)x2-(16/25)y2

  1. Efetue as multiplicações:

  1. (x-2)(x-3)
  2. (x-2)(x-3) = x2+((-2)+(-3))x+(-2).(-3) = x2-5x+6

  3. (x+5)(x-4)

(x+5)(x-4) = x2+(5+(-4))x+5.(-4) = x2+x-20

 

  1. Simplifique as expressões:

a) (x+y)2–x2-y2

(x+y)2–x2-y2 = x2+2xy+y2–x2-y2 = 2xy

b) (x+2)(x-7)+(x-5)(x+3)

(x+2)(x-7)+(x-5)(x+3) = x2+(2+(-7))x+2.(-7) + x2+(-5+3)x+3.(-5) =

x2-5x-14+ x2-2x-15 = 2x2-7x-29

  1. (2x-y)2-4x(x-y)

(2x-y)2-4x(x-y) = (2x)2-2.2x.y+y2-4x2+4xy = 4x2-4xy+y2-4x2+4xy = y2



Escrito por curso exatas às 19h17
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




O Efeito Estufa e o Aquecimento Global

Por Profº Santos e Santos

Poluição atmosférica: principal causa do aquecimento global

Todos os dias acompanhamos na televisão, nos jornais e revistas as catástrofes climáticas e as mudanças que estão ocorrendo, rapidamente, no clima mundial. Nunca se viu mudanças tão rápidas e com efeitos devastadores como tem ocorrido nos últimos anos.

O aquecimento global é o aumento da temperatura terrestre (não só numa zona específica, mas em todo o planeta) e tem preocupado a comunidade científica cada vez mais. Acredita-se que seja devido ao uso de combustíveis fósseis e outros processos em nível industrial, que levam à acumulação na atmosfera de gases propícios ao Efeito Estufa, tais como o Dióxido de Carbono, o Metano, o Óxido de Azoto e os CFCs.
Há muitas décadas que se sabe da capacidade que o Dióxido de Carbono tem para reter a radiação infravermelha do Sol na atmosfera, estabilizando assim a temperatura terrestre por meio do Efeito Estufa, mas, ao que parece, isto em nada preocupou a humanidade que continuou a produzir enormes quantidades deste e de outros gases de Efeito Estufa.
A grande preocupação é se os elevados índices de Dióxido de Carbono que se têm medido desde o século passado, e tendem a aumentar, podem vir a provocar um aumento na temperatura terrestre suficiente para trazer graves conseqüências à escala global, pondo em risco a sobrevivência dos seus habitantes.
Na realidade, desde 1850 temos assistido a um aumento gradual da temperatura global, algo que pode também ser causado pela flutuação natural desta grandeza. Tais flutuações têm ocorrido naturalmente durante várias dezenas de milhões de anos ou, por vezes, mais bruscamente, em décadas. Estes fenômenos naturais bastante complexos e imprevisíveis podem ser a explicação para as alterações climáticas que a Terra tem sofrido, mas também é possível e mais provável que estas mudanças estejam sendo provocadas pelo aumento do Efeito Estufa, devido basicamente à atividade humana.
Para que se pudesse compreender plenamente a causa deste aumento da temperatura média do planeta, foi necessário fazer estudos exaustivos da variabilidade natural do clima. Mudanças, como as estações do ano, às quais estamos perfeitamente habituados, não são motivos de preocupação.
Na realidade, as oscilações anuais da temperatura que se têm verificado neste século estão bastante próximo das verificadas no século passado e, tendo os séculos XVI e XVII sido frios (numa escala de tempo bem mais curta do que engloba idades do gelo), o clima pode estar ainda a se recuperar dessa variação. Desta forma os cientistas não podem afirmar que o aumento de temperatura global esteja de alguma forma relacionado com um aumento do Efeito Estufa, mas, no caso dos seus modelos para o próximo século estarem corretos, os motivos para preocupação serão muitos.
Segundo as medições da temperatura para épocas anteriores a 1860, desde quando se tem feito o registro das temperaturas em várias áreas de globo, as medidas puderam ser feitas a partir dos anéis de árvores, de sedimentos em lagos e nos gelos, o aumento de 2 a 6 ºC que se prevê para os próximos 100 anos seria maior do que qualquer aumento de temperatura alguma vez registrado desde o aparecimento da civilização humana na Terra. Desta forma torna-se assim quase certo que o aumento da temperatura que estamos enfrentando é causado pelo Homem e não se trata de um fenômeno natural.
No caso de não se tomarem medidas drásticas, de forma a controlar a emissão de gases de Efeito Estufa é quase certo que teremos que enfrentar um aumento da temperatura global que continuará indefinidamente, e cujos efeitos serão piores do que quaisquer efeitos provocados por flutuações naturais, o que quer dizer que iremos provavelmente assistir às maiores catástrofes naturais (agora causadas indiretamente pelo Homem) alguma vez registradas no planeta.
A criação de legislação mais apropriada sobre a emissão dos gases poluentes é de certa forma complicada por também existirem fontes de Dióxido de Carbono naturais (o qual manteve a temperatura terrestre estável desde idades pré-históricas), o que torna também o estudo deste fenômeno ainda mais complexo.
Há ainda a impossibilidade de comparar diretamente este aquecimento global com as mudanças de clima passadas devido à velocidade com que tudo está acontecendo. As analogias mais próximas que se podem estabelecer são com mudanças provocadas por alterações abruptas na circulação oceânica ou com o drástico arrefecimento global que levou à extinção dos dinossauros. O que existe em comum entre todas estas mudanças de clima são extinções em massa, por todo o planeta tanto no nível da fauna como da flora. Esta analogia vem reforçar os modelos estabelecidos, nos quais prevêem que tanto os ecossistemas naturais como as comunidades humanas mais dependentes do clima venham a ser fortemente pressionados e postos em perigo.

Conseqüência do Aquecimento Global

- Aumento do nível dos oceanos: com o aumento da temperatura no mundo, está em curso o derretimento das calotas polares. Ao aumentar o nível da águas dos oceanos, podem ocorrer, futuramente, a submersão de muitas cidades litorâneas;
- Crescimento e surgimento de desertos: o aumento da temperatura provoca a morte de várias espécies animais e vegetais, desequilibrando vários ecossistemas. Somado ao desmatamento que vem ocorrendo, principalmente em florestas de países tropicais (
Brasil, países africanos), a tendência é aumentar cada vez mais as regiões desérticas em nosso planeta;
- Aumento de furacões, tufões e ciclones: o aumento da temperatura faz com que ocorra maior evaporação das águas dos oceanos, potencializando estes tipos de catástrofes climáticas;
- Ondas de calor: regiões de temperaturas amenas tem sofrido com as ondas de calor. No verão europeu, por exemplo, tem se verificado uma intensa onda de calor, provocando até mesmo mortes de idosos e crianças.

Protocolo de Quioto

Este protocolo é um acordo internacional que visa a redução da emissão dos poluentes que aumentam o efeito estufa no planeta. Entrou em vigor em 16 fevereiro de 2005. O principal objetivo é que ocorra a diminuição da temperatura global nos próximos anos. Infelizmente os Estados Unidos, país que mais emite poluentes no mundo, não aceitou o acordo, pois afirmou que ele prejudicaria o desenvolvimento industrial do país.

Poluição atmosférica: principal causa do aquecimento global

Que conseqüências o aquecimento da Terra pode provocar?

Alguns cientistas calculam um aumento de seis graus centígrados durante este século. Se isso acontecer, as conseqüências em 2050 seriam catastróficas.
As geleiras (calotas polares) derreterão e com isso o nível do mar subirá causando inundações colocando em risco a vida da população das zonas costeiras, inclusive as grandes cidades; grandes alterações climáticas, em relação às chuvas e secas, provocando muitos prejuízos a agricultura; o avanço do deserto através da Europa; terremotos; ondas gigantescas (Tsunamis, como aconteceu recentemente na Ásia). E ainda, a falta de água mundial, o que significa o fim, já que sem a água, não há vida na terra. Estes são apenas alguns dos desastres que poderiam acontecer.



Escrito por curso exatas às 19h16
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




História Geral - Aula n.º 25 - O Fascismo e o Nazismo

POR PROFº SANTOS E SANTOS

1. A queda do liberalismo:

. A descrença no liberalismo: A 1ª Guerra Mundial e a Depressão dos anos 30 são dois golpes no liberalismo. A primeira acabou com a ilusão de que as democracias liberais, por serem decididas pelo povo, evitariam qualquer tipo de guerra e a segunda abalou essas democracias e também a doutrina do liberalismo econômico. O que se vê no período entre-guerras (1918-1939) é a queda das democracias liberais em várias partes do mundo. Há uma descrença generalizada na democracia liberal e no liberalismo econômico. Parte das populações ainda aclamava líderes autoritários que diziam que iriam resolver os problemas do país. Assim foi

com Hitler e Mussolini, por exemplo.

. A criação de um modelo de fascismo com Mussolini: A Itália foi duramente humilhada com os tratados de paz de 1918. O que lhe fora prometido não foi cumprido em termos territoriais. Isso levou a um grande apelo nacionalista no país que, junto com a crise econômica do pós-guerra, foi um terreno favorável para a ascensão do radical de direita Benito Mussolini ao poder. Ele implantou no país, a partir de 1922, o primeiro modelo de governo fascista do mundo, que em algumas características ou de forma generalizada, foi imitado depois por muitos governos direitistas no mundo inteiro.

. A ascensão de Hitler e a expansão do fascismo: Se em algumas características, as práticas políticas de Mussolini foram imitadas, o fascismo só ganhará projeção mundial com a ascensão de Adolf Hitler na Alemanha em 1933 por via eleitoral. Depois, o nomeado primeiro-ministro Hitler iria transformar a democracia alemã em uma duríssima ditadura. Hitler modificou alguns traços do fascismo de Mussolini, criando o nazismo, que tinha como grande inovação e relação às teses de Mussolini o racismo. É a partir da Crise de 29 e da ascensão do nazismo na Alemanha que o fascismo e o nazismo ganharão uma projeção internacional maior.

2. Elementos do fascismo e do nazismo:

. Geral: Os fascismos são vários. Cada governo ou partido fez uma nova forma de fascismo ou pegou características esparsas de governos fascistas e pôs em prática. As características fundamentais dos fascismos é que eles são anti-liberais, anticomunistas e extremamente autoritários. Crêem em uma ‘terceira via’ além do liberalismo e do socialismo.

. Mobilização das massas: Como crítica à organização individualista das sociedades liberais, o fascismo faz através de um líder, uma grande mobilização das massas. Essa mobilização é feita de forma autoritária e com um discurso demagógico e falacioso. Por exemplo, o nazismo criticava os judeus e dizia que eles eram os culpados por todos os problemas da Alemanha, direcionando a raiva dos alemães para os judeus.

. Racismo e anti-semitismo: Essas características são exclusivas do nazismo, não dizem respeito ao fascismo italiano. Hitler condenava como raça inferior vários povos, religiões e condições sociais, como os judeus, as testemunhas de Jeová, os eslavos, os ciganos, os homossexuais, os deficientes mentais e outros.

. Nacionalismo extremo: Essa é uma característica geral dos fascismos. Todos vêem os interesses da nação acima de qualquer outra coisa. Criticam culturas estrangeiras e o internacionalismo comunista. No nazismo, o nacionalismo se une ao racismo, fala-se de uma raça alemã superior às outras.

. Tradicionalismo anti-modernista: Junto com o nacionalismo, vem uma exploração da memória nacional. Mussolini explorava o tema do Império Romano, Hitler o das tradições germânicas. Adota-se a arte clássica em oposição à arte moderna, esta vista como arte degenerada ou bolchevique.

. Revanchismo: Um dos motivos da ascensão de Mussolini e de Hitler e elemento de seus discursos era o revanchismo da 1ª Guerra. Ambos prometiam reverter os resultados daquela guerra em proveito de suas nações. Dentro do discurso desses dois líderes está clara a Segunda Guerra Mundial.

. Estado intervencionista: Todos os regimes fascistas, como anti-liberais que são, intervêm duramente na economia. Hitler fez praticamente uma economia de guerra desde 1933 e Mussolini estatizou vários ramos da economia italiana.

. Repressão às demandas trabalhistas: Há uma forte repressão dos movimentos reivindicativos de melhorias trabalhistas. O que se vê na Alemanha, por exemplo, é uma regressão dos direitos dos trabalhadores e de suas condições, além do uso de trabalho escravo de judeus, comunistas e outros nos campos de concentração.



Escrito por curso exatas às 18h51
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




História Geral - Aula n.º 24 - A crise de 1929 e depressão dos anos 30

Por  PROFº SANTOS E SANTOS

1. Apresentação:

A crise de 29, ou Grande depressão dos anos 30, foi a maior crise econômica vivida pelo capitalismo em todos os tempos. Iniciou com a quebra da bolsa de Nova Iorque em 1929 e se espalhou por todo o mundo nos anos seguintes, tendo quebrado milhares de empresas e levado milhões ao desemprego em todo o mundo capitalista. A crise representa a mudança da não intervenção do Estado na economia para um capitalismo com

intervencionismo do Estado na economia.

2. Causas profundas e imediatas da crise:

. A economia americana no pós-1ª Guerra: Após a 1ª Guerra Mundial, a economia norte-americana foi importantíssima para garantir a recuperação da economia européia, fazendo diversos empréstimos a estas e entrando com investimentos na Europa. Também, a economia norte-americana supria as colônias européias na

África e na Ásia, visto que Inglaterra e França não conseguiam suprir suas colônias após a guerra. Isso tudo leva a um grande crescimento da economia norte-americana, que passa a sair de seu relativo isolamento e vira

uma economia internacionalizada.

. A recuperação das economias européias: Com a própria ajuda dos EUA, as economias da Europa Ocidental conseguem se reerguer e suas indústrias conseguem atender a demanda interna. Com o tempo, as economias européias também conseguem atender as necessidades de suas colônias, passando a rejeitar a ajuda americana neste quesito. O problema é que a produção da economia americana era voltada antes para a demanda dos norte-americanos, dos europeus e das colônias.

. A causa imediata da crise: Esse fechamento dos mercados coloniais pelas metrópoles em vista da recuperação daquelas economias é a causa imediata da crise. Havia um hiperprodução nos EUA que atendia ao mundo inteiro e de um momento para o outro, é rejeitada pelos europeus.

. As causas profundas da crise: O capitalismo é um sistema econômico que vive de crises cíclicas. Nunca há um crescimento econômico para sempre porque não há a distribuição da riqueza gerada na produção. Parte da riqueza é tirada do trabalhador e reinvestida no aumento da produção. A tendência da produção capitalista é de aumentar sempre. Acaba chegando uma hora em que a produção é maior do que a demanda. Isso leva à crise econômica.

. A crise: A crise tem início com a quebra de algumas empresas americanas em 1929 na Bolsa de Nova Iorque. Dá-se em seguida um quebra-quebra de empresas em todos os EUA e em todo o mundo capitalista. A verdadeira depressão econômica se dá nos anos 30 e não em 1929 e a principal expressão dessa crise é o desemprego generalizado.

3. Conseqüências da crise:

. O New Deal: Em 1929, ocupava a presidência americana um republicano liberal. Ele não tomou nenhuma medida para tentar resolver a crise, crendo que a economia se arrumaria por ela mesma. Isso só agravou a crise. Em 32, elegeu-se presidente o democrata Franklin Roosevelt defendendo a atuação do Estado na economia para resolver a crise. Ele pôs em prática o New Deal, plano de intervenção na economia com o objetivo central de reverter os problemas do desemprego na sociedade. Vários são os traços desse programa: planejamento da produção agrícola, grandes obras públicas, direitos e assistência trabalhista e outros.

. Países primário-exportadores: Os países que tinham como núcleo da economia as suas exportações, tendo como exemplo todos os países latino-americanos – duramente atingidos pela crise – já que os países ricos passaram a comprar bem menos seus produtos. A crise econômica desses países vai ser a causa imediata para golpes de estado.

. Europa: As economias européias estavam fortemente endividadas dos americanos e com um grande montante de investimento desses. Isso levou a que essas economias sofressem seriamente também os efeitos da crise que se iniciou nos EUA. Isso foi mais grave na Alemanha, que tinha tido uma ligeira recuperação econômica de 1925 a 1929 com a ajuda norte-americana. Isso leva o país à maior hiperinflação de todos os tempos e um enorme desemprego, terreno fértil para a ascensão nazista.

. A União Soviética: Esse país foi o que menos sofreu no mundo os efeitos da crise. Como o desenvolvimento planejado daquela economia tinha poucas relações com outras economias, quase não houve efeitos da crise de 29 nesse país. Os planos qüinqüenais continuaram e uma série de cientistas e técnicos ocidentais desempregados por causa da crise foram trabalhar na URSS no período.

 



Escrito por curso exatas às 18h50
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




 

História do Brasil - Aula no 1 - As grandes navegações

Por  PROFº SANTOS E SANTOS

1. Introdução:

As grandes navegações marcam um período da História européia onde os horizontes se alargam enormemente. É achado o fim do continente africano, entra-se em contato com civilizações do Oriente e do Extremo Oriente e no século XVI, uma expedição espanhola liderada pelo português Fernão de Magalhães comprovaria que o mundo é redondo através da viagem da circunavegação. Não se deve perder de vista, no entanto, o sentido de toda essa expansão marítima. O objetivo central dos europeus era obter riquezas.

2. Transição da Idade Média à Idade Moderna:

. A Baixa Idade Média: A Idade Média – séculos V ao XV – é marcada pelo sistema social feudal na Europa. A Idade Média é dividida em duas, a Alta Idade Média – séculos V ao X – e a Baixa Idade Média – séculos X ao XV. Nessa segunda parte as invasões estrangeiras diminuem bastante, levando a população e a produção a aumentarem na Europa. Isso leva a um comércio maior, ao surgimento de feiras e cidades, é o chamado Renascimento comercial e urbano. O feudalismo se expande dentro e fora da Europa, um exemplo conhecido é o das Cruzadas para o Oriente Médio, outra área de expansão é a península ibérica.

. Do feudalismo ao Antigo Regime: Com o crescimento vertiginoso das cidades, do comércio e do artesanato, a relação feudal entre senhor e servo – que era de grande exploração a este último – vai perdendo sentido, principalmente quando os servos começam a fugir para as cidades. A servidão e o feudalismo entram em sua crise final no século XIV, chegando logo ao seu fim. A sociedade feudal dá lugar à sociedade de Antigo Regime na Europa Ocidental a partir do século XV. No Antigo Regime, os nobres e o alto clero perdem poder, mas ainda são os grupos dominantes da sociedade. As monarquias passam agora a ser centralizadas, com grande poder na mão dos reis. Existe, ainda, uma classe que surgira na Baixa Idade Média: a burguesia. Esta não tem o poder sobre o Estado, mas terá grande influência junto a este.

3. Portugal, do surgimento à expansão marítima:

. O surgimento de Portugal: Na guerra de Reconquista na península ibérica, nobres da Europa lutam contra os mouros – muçulmanos que dominam a península desde o século VIII. Várias são as casas nobres que fazem essa luta, uma delas é a de Borgonha que funda o condado de Portucalense. Em 1139, esse condado é declarado país livre sob o nome de Portugal. Tratava-se neste momento de uma monarquia feudal, onde os senhores feudais eram poderosos, apesar da forte centralização da monarquia portuguesa.

. A vocação comercial: Logo, a região ganharia importância comercial, por ser entreposto marítimo entre as duas principais regiões mercantis da Europa, as cidades do Norte da Itália e a região de Flandres – que hoje abarca a Holanda, a Bélgica e parte do Norte da França. Isso, em um momento onde a viagem por terra era perigosa e custosa. Ficará ascendente neste momento a burguesia no país.

. Revolução de Avis (1385): O reino de Castela, no entanto, considerava Portugal como um condado vassalo. Em uma disputa de trono, a grande nobreza portuguesa – almejando mais poder – alia-se ao rei de Castela contra um pretendente ao trono português, João de Avis, que é aliado da pequena nobreza, burgueses e artesãos portugueses. Este último vence, dando total independência a Portugal e pondo fim ao feudalismo no país.

. Expansão marítima: Como Portugal foi o primeiro país europeu a ter uma monarquia absoluta ainda no século XIV, vai ser o primeiro a se expandir ao mar, havendo para tal um grande incentivo da Coroa. A expansão tem início em 1415 com a tomada de Ceuta – cidade muçulmana no Norte da África – e atendia aos interesses da nobreza e da burguesia. Portugal parte então às ilhas atlânticas e ao continente africano em busca de riquezas, em especial, de metais.

. Tratado de Tordesilhas: O segundo país europeu a se expandir para o Atlântico foi a Espanha. Esta – só unificada em 1469 – descobriu a América em 1492, pensando no período que aquelas terras eram o Oriente. Em 1494, Portugal e Espanha dividem o mundo em dois através do Tratado de Tordesilhas.

. O comércio indiano: Portugal tem grande sucesso nessa expansão marítima inicial. Acha minas de ouro e prata na África, desenvolvendo ali também um importante comércio. Ainda, em 1498, descobre o caminho para as Índias, região onde haverá os principais entrepostos comerciais portugueses no ultramar. Esse é o período de maior prosperidade na história de Portugal. De 1500 a 1520, chegam em Portugal 200 kg de ouro africano por ano. Até 1530, Portugal terá o monopólio sobre o ouro africano e sobre o comércio indiano. Esse monopólio é mais um fator de lucro para os comerciantes lusos e para o Estado português.



Escrito por curso exatas às 18h18
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]


[ ver mensagens anteriores ]


 
Histórico
Outros sites
  UOL - O melhor conteúdo
  BOL - E-mail grátis
Votação
  Dê uma nota para meu blog